MERCATORE

área  :  149.20 m²  |  ano  :  2009  |  Rua Oscar Freire  :  São Paulo


A arquitetura para a Mercatore é uma encantadora mistura de estilos, formas e cores  —  a loja apresenta as peças da charmosa marca pernambucana de roupas e artigos infantis.

A casa que abriga a filial na capital paulista fica em uma das graciosas vilas na badalada rua Oscar Freire, Jardins. O espaço, com área de 149.20 m², é totalmente adaptado para receber a Mercatore, com alterações em planta baixa e nos materiais de acabamento.

A pequena fachada, após a reforma, abre as portas para uma loja antenada e leve. A ambientação, fazendo referência à atmosfera das casas antigas, é a marca da Mercatore  —  a pegada atual embala a essência das antigas residências em uma envolvente composição.

As cores são suaves e claras, fazendo uma cena encantadora, aconchegante e divertida. O piso é em madeira de demolição. O forro em gesso apresenta desenho frisado, e a iluminação  —  parte do projeto  —  é funcional e acolhedora. A ambientação mistura peças de época, móveis de design e coisas assinadas pela nossa equipe.

À entrada, a mesa em estilo Chippendale  —  em laca verde-clara  —  é desenhada para o ambiente, e faz par com mesas antigas laqueadas em cinza-claro. As mercadorias são exibidas de maneira informal e descontraída. Em cada canto da loja, confortáveis poltronas, cadeiras e sofás deixam os espaços com cara de casa. A ambientação é recheada de pequenos vasos com flores coloridas.

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Ao lado das peças executadas a partir de nossos croquis, as estrelas do design nacional se fazem presentes  —  a mesa lateral Brasilia, em espelhos partidos, é dos Irmãos Campana. Há também o design arrojado da italiana Kartell, na cadeira em acrílico verde. O piso em ladrilho hidráulico, na sala ao fundo, é original da casa e mantido no projeto.

A Mercatore iniciou as suas atividades em 1980, em um antigo prédio de engenho de uma usina de açúcar. A ideia era a de um projeto de apoio às mulheres canavieiras  —  cada vez menos absorvidas pela economia rural  —, ajudando-as a ter uma ocupação e uma fonte de renda.

A proprietária da marca passou a ensiná-las o bordado popularmente conhecido como casa de abelha, e juntas passaram a confeccionar vestidos infantis. Foi um desafio e tanto  —  não é do dia para a noite que se consegue formar, a partir de uma mão de obra acostumada ao trabalho rústico na cana, bordadeiras e costureiras com sensibilidade para produzir peças delicadas e sofisticadas.

O que a princípio parecia um sonho, todavia, passou a constituir a principal fonte de emprego feminino em duas cidades do interior pernambucano. Ao longo dos anos, a fundadora da Mercatore ganhou a ajuda das três filhas  —  que desde pequenas davam pitaco na produção. Até o final da década de 90, as peças eram todas exportadas  —  mas as meninas resolveram abrir lojas e investir no mercado nacional.

A arquitetura acomoda a filosofia da Mercatore, que acredita na infância como base para toda a vida. A essência da empresa está em vestir crianças como crianças  —  e não como pequenos adultos  —,  em um olhar atual e sensível para a inocência de décadas passadas.

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