A arquitetura para a Mercatore é uma encantadora mistura de estilos, formas e cores  —  as lojas apresentam as peças da charmosa marca de roupas e artigos infantis.

Fundada em 1980, a Mercatore iniciou as suas atividades em um antigo prédio de engenho de uma usina de açúcar pernambucana. A ideia era a de um projeto de apoio às mulheres canavieiras  —  cada vez menos absorvidas pela economia rural  —, ajudando-as a ter uma ocupação e uma fonte de renda.

A proprietária da marca passou a ensiná-las o bordado popularmente conhecido como casa de abelha, e juntas passaram a confeccionar vestidos infantis. Foi um desafio e tanto  —  não é do dia para a noite que se consegue formar, a partir de uma mão de obra acostumada ao trabalho rústico na cana, bordadeiras e costureiras com sensibilidade para produzir peças delicadas e sofisticadas.

O que a princípio parecia apenas um ideal, todavia, passou a constituir a principal fonte de emprego feminino em duas cidades do interior pernambucano. Ao longo dos anos, a fundadora da Mercatore ganhou a ajuda das três filhas  —  que desde pequenas davam palpites na produção. Até o final da década de 90, as peças eram todas exportadas  —  mas as meninas resolveram abrir lojas e investir no mercado nacional.

A arquitetura para as lojas atualiza a atmosfera das casas de antigamente  —  a pegada atual embala a essência de antigas residências em uma envolvente composição. O mix de acabamentos, formas e cores faz lojas de aparência suave e charmosa.

Acesse, na galeria de arquitetura comercial, as filiais na Rua Oscar Freire e no shopping Iguatemi JK  —  projetadas em 2009 e 2012, respectivamente  —, ambas na capital paulista.

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